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Hack [13+] - Cap. 4 postado Avaliar tópico: -----

#1 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 28 December 2008 - 11:22 PM

Título da fic: Hack
Censura: 13 + (acho censura uma frescura, mas já que tem que por né...)
Autor: Ryushin Dark (RyuDark/Caio)
Gênero: Ação/Comédia/Ecchi (É minha primeira fic meio ecchi/comedia, então até eu pegar o jeito vai ficar meio estranho ^_^')
Ah sim, pra quem não sabe o que é ecchi, ecchis são basicamente (no meu ponto de vista), animes com um toque pervertido. Não chegam a histórias eróticas, mas tem algumas cenas que levam mais pra um lado pervo xD
Exemplo:
Aquela clássica cena "Garoto correndo, tropeça e cai em cima de uma garota. Seus olhos se fecham e quando ele os abre esta em cima da garota. Ele fica um tempo olhando para ela com cara de idiota, até que percebe que esta com a(s) mão(s) em um dos/nos dois peitos dela, então a garota diz: "P-Pervertido!", e da um belo tapa na cara dele, que voa/fica com uma marca de mão na cara"
Isso acontece na maioria dos ecchis xDDD
____________________________________________________________
_____________

Bem, pra começar, essa fic é uma alteração de uma outra fic (também chamada Hack e feita por mim), eu não vou postar a versão 1 aqui, mesmo porque ela esta interminada (Cap. 2 se eu não me engano)... Houve algumas (várias) alterações na base da fic, a mais chamativa, provavelmente, é o fato de que eu troquei o sexo dos dois personagens principais (Personagen masculino virou feminino e feminino virou masculino ^_^') xD

Aconteceu por eu ter criado outra fic... ou pelo menos a base de outra fic, e vi que ela encaixaria bem com a história... Ai tentei fundir as duas sem alterar muito e... bem, não funcionou. Acabei alterando a história inteira ^_^
Ahn... vejamos... Ah sim, essa é minha primeira fic desse gênero, normalmente meu negócio é corpos dilacerados e cabeças voando, não tem muita comédia, romance e coisas do tipo, então vai ser meio dificil de me adaptar a esse modo de escrita...

Eu não ia fazer esse sistema de blocos, porém, os capítulos iam ser muito grandes. Ai eu pensei: "Putz, o povo não vai ter saco pra ler capítulos desse tamanho... e muito menos eu vou ter saco pra escrever tudo isso hoje...", e resolvi postar separando por "Blocos" e "Capítulos" (o primeiro bloco seria o primeiro capítulo, então quando eu terminar ele vocês vão ter uma idéia do tamanho que ia ficar [ Na primeira versão deu três paginas e meia])

Bem, deixando de enrolação, vamos ao que interessa, a fic ta a dois posts abaixo, o segundo é para organização... (Vou demorar um pouco para postar, fazer edição e talz...)

Este post foi editado por Ryushin_Dark: 23 March 2009 - 09:31 AM

Fics em andamento:
Hack-06
FMA-Son of the sin-03
[b]Short Fics
- Shini no ou - 04-___Double Swords-03-___TR.I.P.-02
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#2 Membro offline   Goldier 

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Postou 29 December 2008 - 07:57 PM

Muito bom mesmo.
Descrição das pessoas, tudo está ótimo.
Mas acho que a história está corrida sabe. Quando você usa o tempo pode modificar muita coisa mas na parte em que ela desce para pegar um copo de água e tal. Poderia ter descrito mais coisas. Gostaria de conhecer o interior da casa se me permite a idéia. Fora isto está ótimo. Espero o prox. Capítulo. abraçç
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Naruto 20K$ - One Piece
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#3 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 29 December 2008 - 11:06 PM

Sim, eu sei, não chegou nem perto do que eu queria >.<

Tava tarde, eu tava com sono e com dor de cabeça, só tava escrevendo porque me deu vontade mesmo, acabei escrevendo meio apressadamente...

As descrições das pessoas foram um tanto forçadas por ser um ecchi, mas na verdade deveria ficar bem mais descrito pra deixar totalmente claro cada detalhe no corpo do personagem, desde a cor dos olhos, cabelos e etc até a tonalidade e se apele dela é macia e talz...

Meu negócio é cabeças voando e corpos sendo dilacerados, então é meio dificil fazer essa mudança do nada ^_^

Mas agradeço pelas criticas e elogios, tentarei melhorar no próximo capitulo o/

_________________________________________________________

Vou aproveitar o post pra colocar a organização, já que não da pra colocar um post embaixo do outro ^_^'


Explicando brevemente, eu vou usar esse post para colocar informações sobre a fic, como fichas dos personagens e etc...
Quando houver alguma informação eu vou colocar um "*" na fic, do lado da palavra/frase da informação. O "*" vai ser correspondente a cor aqui, e se houver mais de um eu vou colocar "**", ou "***", e por ai vai...
Acho que é só isso ^_^


Personagens:

Zerado por enquanto...

Armas:

Zerado por enquanto...

Imagens:

Zerado por enquanto

Observações:

Capítulo 4:
Aquela capítulo com o nome em verde é uma luta. Eu decidi fazer assim pra não estender mais o capítulo... Tem gente que não tem tempo ou que não gosta muito de ficar lendo lutas, então eu coloquei um resumo da luta no cap., e a luta completa em um subcap..
O subcap. ta em formato diferente da fic normal também, acho que assim fica melhor pra escrever luta, ficou meio no estilo das ações no RPG...
Mas se não gostarem da idéia, eu coloco normal mesmo, não tem problema ^_^'

Este post foi editado por Ryushin_Dark: 23 March 2009 - 09:30 AM

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#4 Membro offline   Lu-caz 

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Postou 03 January 2009 - 02:22 PM

Tá foda,seu hermafrodita q/ continua postando aew...se fosse hentai amava
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#5 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 04 January 2009 - 03:48 PM

Valeu vai ver o hermafrodita, só não devolvo porque você ta lendo minha fic ¬¬ Vou continuar postando sim, acho que hoje ainda sai mais um episódio, talvez daqui a pouco, só tenho que terminar de arrumar o tópico ^_^'
Bem que eu queria, mas mal consigo escrever um ecchi direito x_x
Té mais o/

____________________________________________________________
____

Ok, vou colocar a fic aqui, já que não da pra colocar um post embaixo de outro -.-'



Bloco 1: O garoto de cabelos brancos.

Capítulo 1: Lily.

O cobertor se mexia de um lado para o outro, assim como a garota inquieta embaixo delas. Era como toda noite, ela não conseguia dormir sem se mexer o tempo todo. O despertador tocou, mas ela não acordou, ignorando o som insistente do aparelho. Dez minutos se passaram, e ela continuava dormindo, agora no chão, com uma perna ainda em cima da cama, as costas no chão, o cobertor cobrindo sua barriga e deixando o resto a mostra. Tinha dezessete anos e estava no terceiro ano do ensino médio. Seus olhos eram castanhos, assim como seus cabelos e seu rosto tinha uma aparência serena e bondosa que, apesar de estar roncando, com os cabelos totalmente bagunçados e o rosto inchado de tanto dormir, aparentava ser extremamente belo. Usava uma camiseta branca fina e suas pernas estavam nuas, usando apenas uma calcinha cor de rosa um pouco desbotada.
A garota ainda dormia pesadamente, quando a porta de seu quarto se abriu com um estrondo e uma pequena garota de treze anos, olhos também castanhos, porém mais claros, assim como os cabelos, apareceu gritando:

─ Irmã, acorda agora! Você ta atrasada de novo! – Disse a garota puxando o corpo da irmã pelo braços e derrubando sua perna da cama – Anda, acorda! – Agora ela dava repetidos tapas na cara da irmã, tentando acordar a mesma, embora inutilmente.

A garota no chão simplesmente continuava dormindo calmamente, como se nada acontecesse. Sua irmã já havia desistido das tapas, já que se ela continuasse o rosto iria passar de vermelho para roxo. Ela se levantou e correu pelo corredor, pulou os degraus da escada até chegar na cozinha, onde pegou um copo e voltou para o quarto, parando antes no banheiro para encher o copo com água gelada. Chegando ao quarto ela encontrou sua irmã de pé, se vestindo.

─ Nossa, eu estou com dor de cabeça Mari... Não sei o que pode ter sido – Disse ela, pegando uma toalha vermelha no guarda roupas, ainda com as marcas de mão no rosto.
─ Porque você acordou logo agora Lily? – Seu rosto parecia desapontado enquanto olhava para o copo de água gelada.
─ Não sei, eu simplesmente acordei... - Ela sorriu com um rosto gentil para a irmã e depois se virou novamente para o guarda roupas para pegar o uniforme. - Que horas são?
─ Ah, é mesmo, você ta atrasada, já são seis e cinqüenta e você ainda nem tomou banho!
─ O que? Seis e cinqüenta, porque você não me acordou?! – Disse ela, quase gritando enquanto jogava as roupas para trás a procura de uma meia.
─ Mas eu...
─ Droga... depois agente conversa, tenho que ir tomar banho rápido – Dizendo isso ela passou pela garota quase correndo. Mas ao chegar à porta ela sentiu algo frio em suas costas, escorrendo rapidamente até suas pernas.
─ Opa, desculpa mana! – Ela tinha um sorriso sarcástico no rosto e o copo de água vazio na mão
– Derrubei sem querer...
─ Tudo bem... – Disse a irmã mais velha, se segurando para não matar a garotinha ali mesmo – Vai fazer o café da manhã enquanto eu tomo banho. E toma cuidado pra não se queimar...
─ A ruim na cozinha é você, mana! – Dizendo isso ela passou pela outra garota, que a seguiu, entrando no banheiro alguns metros à frente, enquanto ela seguia para a cozinha.

O banho não durou mais de dez minutos. Ela saiu do banheiro já vestida e desceu correndo para a cozinha, parando para olhar o relógio na parede, acima da cozinha da mesma, que marcava sete e cinco. Ela tinha cinco minutos para comer, arrumar suas coisas e sair correndo para chegar no colégio a tempo. Mesmo sabendo disso, ela demorou quase dez minutos para comer, e quando saiu de casa já eram sete e quinze.


─ Ah, não posso chegar atrasada de novo... – Disse isso com um pedaço de torrada pendurado na boca, enquanto pulava em um pé só para colocar o tênis no pé que faltava.
─ Droga, você vai acabar tendo problemas na escola de novo... Eu sou a irmã mais nova, você deveria cuidar de mim, não o contrario!
─ Não enche Mari, você sabe que eu sou uma criança, não precisa ficar jogando na minha cara que eu sou irresponsável... – Agora ela corria em direção a sala, pegando sua mochila vermelha com desenhos de personagens em “chibi�?, e correndo em direção a porta. – Tchau Mari! Te vejo de tarde, tome cuidado e não esqueça de fechar a porta.
─ Ok mana, boa aula! – Ela disse sorrindo, seus olhos fixos na garota que corria pelas ruas. Logo depois de ela sumir na primeira esquina, o olhar da garota desceu em direção ao chão, ficando com um olhar pensativo – Parece que hoje as coisas vão começar a mudar... – Após dizer isso ela deu um suspiro, fechou os olhos e os abriu novamente. Então se virou, entrando novamente na casa e fechando a porta.



Capítulo 2: Yasmin

Seus cabelos esvoaçavam ao vento enquanto a garota passava correndo pelas calçadas. Era sempre a mesma coisa, havia se tornado rotina, mas dessa vez estava um pouco mais atrasado. As quatro quadras passaram voando, e agora, com apenas uma quadra e uma rua faltando, ela já podia ver o grande prédio de paredes bege... e o seu grande inimigo, o zelador, parado atrás do portão com seu uniforme cinza e olhos maldosos, apenas contando os segundos para fechar o portão. Já estava no meio da quadra quando o som estridente do sinal soou. Os últimos alunos entraram enquanto o zelador começava a fechar o portão.

— Droga, só falta atravessar a rua... Se eu me atrasar de novo a diretora vai... —
Cortando o pensamento, ela fechou os olhos e correu o mais rápido que pode.
Alguns segundos, o som de vozes e então silêncio... Mais alguns segundos e uma voz começou a chamar seu nome. Ela abriu lentamente os olhos, o sol ofuscava sua visão obrigando-a a fechá-los novamente. Com um certo esforço ela se sentou, sua cabeça doía e haviam algumas pessoas ao seu redor com um olhar preocupado, outras rindo. A dona da voz logo apareceu, abaixando-se ao seu lado com um olhar preocupado. Era baixa, olhos castanhos claros, cabelos ruivos um pouco abaixo do ombro e usava uma camiseta preta com a imagem de uma caveira e calça preta larga. Era magra e “reta�? (sem peitos).

— Lily, sua idiota descuidada — Ela disse com um suspiro e um olhar de decepção.
— Ai, que dor. O que aconteceu? — A garota olhou ao redor e viu que estava sentada no chão de concreto da escola.
— Você bateu no mastro, deu pra ouvir o som da ainda do outro lado da escola. Anda, vou te levar pra enfermaria — Estendeu a mão para a outra.
— Calma, eu to bem! — Disse enquanto se levantava.
— O sangue no seu rosto discorda disso.
— Ok, talvez não tão bem — Ela disse após passa uma mão na testa e vê-la voltar ensanguentada.
As duas seguiram para a enfermaria, sendo seguidas por mais duas ou três pessoas e pelo olhar risonho do zelado. O zelador era um velho de poucos cabelos grisalhos, divididos entre as laterais e as costas da cabeça. Seu rosto era esquelético, assim como seu corpo, e sua dentadura frouxa, fazendo com que abrisse e fechasse a boca rapidamente para evitar que a dentadura caísse, o que tornava quase impossível entender o que ele dizia.
Depois de sair da enfermaria, Lily, agora com um pequeno curativo na testa, foi mandada para casa, acompanhada de Yasmin. As duas andaram calmamente, até que, depois de duas quadras, Yasmin parou.

— Droga, esqueci que tenho que comprar o remédio da minha mãe. Da pra continuar sozinha?
— Não, eu vou com você.
— Não vai não!
— Vou sim! Eu não to morrendo, foi só um machucadinho de nada!
— Não, não! Você vai pra casa descansar!
— Mesmo que você me arraste, a Mari não vai conseguir me segurar.
— Droga... Você venceu, teimosa...


Virando a esquerda, as duas seguiram em direção a uma farmácia à algumas quadras dali.
Enquanto as duas faziam compras, em um lugar muito distante, vários quadrados luminosos brilhavam em uma sala escura em forma de cúpula Em rente a cada monitor havia uma pessoa em um uniforme branco, algumas dessas conversavam, outras tomavam café, ou simplesmente permaneciam olhando para os monitores. Passaram-se alguns minutos, tudo continuava no mesmo silêncio, cortado levemente por sussurros entre os funcionários, até que, repentinamente as paredes da cúpula começaram a piscar em um tom vermelho escuro e a voz de um dos homens se espalhou pelo lugar.


— Setor 905, quadrante 10!
— Vírus classe D. Unidade em treinamento, 4670 esta na área —
A voz de outro homem gritando saiu do altofalante.
As duas garotas voltavam andando calmamente. Yasmin agora balançava uma pequena sacola branca na mão esquerda. Estava quieta e tinha uma expressão preocupada, a qual Lily percebeu rapidamente.

— Yasmin?! – Seus olhos procuraram os olhos da amiga.
— Oi?! – Os dela fugiram assim que os dois se encontraram. Manteve os olhos no chão e um braço segurando o outro colado no corpo.
— Tudo bem? Você ta muito quieta...
— Tudo bem... –
Disse, forçando um sorriso — não se preocupe... — Olhando para o lado, ela reparou que estavam na frente de um grande prédio em construções. Ela olhou para a outra e seu rosto corou – Ahn... Lily... fecha os olhos, quero te mostrar uma coisa...
— Ahn? Mostrar o que?
— Faz logo, droga –
Ela fechou os olhos enquanto seu rosto se tornava cada vez mais vermelho.
— Ta bom, eu fecho... – Lily disse enquanto fechava seus olhos — Olha lá o que você vai fazer!
— Calma, não abre até eu mandar!

Então a ruiva pegou a mão da outra e a puxou em direção a um lugar na cerca que ficava em volta do prédio. Ela empurrou uma madeira e a mesma girou na vertical, abrindo uma passagem por onde as duas garotas passaram. O prédio estava em construção a meses, mas até agora só metade das vigas estavam montadas. Aquilo seria uma shopping na parte de baixo e um prédio de escritórios na parte de cima, com aproximadamente trinta andares. O chão estava cheio de relevos feitos de cimento e aparelhos usados na construção e o chão cheio de areia fazia com que qualquer vendo que passasse levantasse uma nuvem de poeira. Yasmin levou Lily até um canto na cerca, encostando a mesma na madeira. Então ficou de frente para ela, segurando a outra mão da garota.

— Ok Lily, continue com os olhos fechados!
— Ta, mas vai logo, eu to curiosa!


Yasmin, agora com o rosto totalmente vermelho, começou a aproximar seu rosto do de Lily, enquanto fechava seus olhos lentamente.
Nesse exato momento, uma voz feminina, firme e serena, invadiu a cúpula.

— Enviem a unidade 4670 e paralizem o sistema.

Um “certo�? coletivo eccoou pela salae depois só o som de teclar dos funcionários foi ouvido.
Yasmin havia trancado sua respiração para que a outra não a sentisse, seus rostos estavam a um centímetro. Lily abriu os olhos, sentindo o calor de Yasmin se aproximando, mas não se mexeu ao ver o rosto de sua amiga tão próximo ao seu, ficou sem reação, sem saber se fugia ou ficava., seu coração batia rápido, tão rápido que conseguia ouvi-lo como se estivesse colado ao seu ouvido. Também ouvia o de Yasmin, batendo aceleradamente. Ficou esperando, o som do coração da outra sumiu e os segundos passaram rapidamente, mas a garota não se moveu, seu rosto continuou parado a um centímetro do seu. Olhou para o lado, um pássaro levantava voo a alguns metros. Esperou, mas o pássaro continuou parado a alguns metros do chão. Ela se moveu para o lado, vendo a ruiva parada na mesma posição, sua camiseta preta parada com algumas dobras feitas pelo vento, fixas, como se ela estivesse totalmente congelada. . Então olhou para cima e viu algo se mexer. Era como se o céu estivesse sendo distorcido, como um liquido viscoso. Logo algo que parecia ser a metade de baixo de uma perna saiu de lá. Tinha oitenta centímetros e uma coloração marrom-barro e cheia de rachaduras. O resto da perna logo apareceu, seguido por outra perna e duas mãos com garras de trinta centímetros. Lily olhou assustada, recuando até encostar na cerca de madeira novamente. As mãos se seguraram na “borda�? do portal, e com um um impulso, o enorme corpo do monstro saiu, ficando de pé e olhando ao redor com uma expressão curiosa. O resto de seu corpo era como a perna, seus braços eram mais longos do que deveriam, o que, com a ajuda da curvatura de sua coluna, fazia com que a coisas da mão, os dedos e as garras se arrastassem pelo chão. Sua cabeça era retangular, com uma pequena curvatura no corpo e sem orelhas, seu nariz era apenas dois buracos e sua boca uma grande rachadura. Tinha aproximadamente 3,20 metros de altura, provavelmente chegaria a 3,50 se não fosse corcunda. Lily continuava olhando o gigante a sua frente, parada com as costas na cerca, sem entender nada do que acontecia. Os pequenos olhos pretos do ser percorreram o lugar, até ver Lily. Então ele deu um passo, curto e contido, parando em frente à garota. Ela continuou parada, olhando assustada para o estranho rosto acima. Então ele levantou o braço a altura da cabeça. Assim que ele fez isso, Lily começou a correr para o lado o mais rápido que pode e já estava a uma grande distancia quando sentiu o vento em suas costas. Seus pés se soltaram do chão e seus olhos se fecharam enquanto voava em direção a cerca. Ela bateu na cerca e caiu no chão desmaiada.

— Entendido, já vou pra lá... — Dizia um garoto baixo e de cabelos brancos enquanto se levantava da borda do prédio onde estava sentado.


Capítulo 3: Morte.

— Entendido, já vou pra lá— Dizia um garoto baixo e de cabelos brancos enquanto se levantava da borda do prédio onde estava sentado.

Seus olhos eram cinza e sua pele extremamente branca, contrastando com o sobretudo e a camiseta preta e a calça jeans escura. Uma bainha preta com um risco vermelho no meio, que ia de ponta a ponta, estava pendurada no seu lado esquerdo, e o cabo de uma katana totalmente preta saia da mesma. Na base do sobretudo, marcas vermelhas em forma de gotas desciam até o fim do mesmo. Tinha uma expressão entre triste e entediado.
Logo que terminou de se levantar, olhou para cima e, com um suspiro, sumiu.
Lily acordava lentamente, seus olhos se abriram e a dor começou a voltar. Mal havia aberto os olhos quando ouviu o som de madeira sendo quebrada pelos pés do ser, que agora estava parado olhando para ela com o mesmo olhar curioso de antes. Lentamente ele tirou a mão direita do chão, e antes que ela conseguisse correr, pegou Lily entre os dedos, levantando-a até a frente de seus olhos e a observando. Yasmin continuava paralisada na mesma posição, como se fosse beijar a cerca. Lily havia chamado a atenção do ser por ser a única coisa móvel ali. Após observar a pequena garota por quase um minuto, ele perdeu o interesse e se preparava para jogá-la, já com o braço levantado, quando de repente, ele a soltou com um grunhido de dor. A garota soltou um grito enquanto ia em direção ao chão. Seus olhos se fecharam e ela esperou o impacto com o chão. Mas não sentiu nada, apenas o vento como se estivesse correndo e depois uma voz masculina perguntando se ela estava bem. Ela abriu os olhos e viu o rosto de um garoto.

— Sim, obrigada... Quem é você? — Estava tonta e sem fôlego, falando lentamente enquanto recuperava o ar.
— Unidade 4670, e vo... bem, depois eu pergunto, não é hora de formalidades... — Ele falava olhando para cima, tentando evitar os olhos da garota — Vamos, pegue sua arma, ele esta vindo...
— Que ar... — antes que ela pudesse terminar a frase, o garoto abriu os braços, deixando-a cair — Seu idiota, o que você ta fazendo?
— Ah não... o pessoal deve estar realmente desesperado, enviando alguém que mal começou o treino... Bem, tente não morrer pra um classe D, você seria motivo de riso... vamos!

O monstro agora olhava para Yasmin, e já levava o braço em direção a mesma, quando o garoto apareceu em seu braço, já abaixando sua katana. A espada corou o braço do gigante, fazendo com que pedaços de sua pele voasse como pedras. Ele repetiu o mesmo som de dor e olhou para o braço.

— Rápido, tire a garota daqui! — Ele disse enquanto subia pelo braço do monstro, que fazia com que espetos de pedra subissem de sua pele.
— Ahn?! — Ela levou algum tempo para entender, olhou ao redor e viu a garota paralisada.

Lily correu em direção a sua amiga. Estava a menos de um metro, quando ouviu um grito dizendo “cuidado�?. Apenas teve tempo de olhar para cima, antes que tivesse qualquer reação, o monstro a pegou entre os dedos e a levantou, jogando-a para frente em seguida. A garota voou em direção as vigas, batendo em uma viga e caindo no chão.


Capítulo 4: Vida

Ela permaneceu no chão, imóvel, com seus olhos abertos e brancos. Sangue começou a descer de seu nariz, escorrendo pelo seu rosto até cair, aumentando as manchas de sangue que se formavam em suas roupas.

— Unidade 4670?!
— Senhor?! —
O garoto levou o dedo ao ouvido, apertando um aparelho(ponto) em seu ouvido para escutar melhor. Enquanto fazia isso, desceu do braço do monstro, correndo em direção ao corpo da garota e o carregando até uma viga um pouco mais a frente. Chegando lá, colocou o corpo sentado, fora da visão do monstro, e levou o dedo indicador até o pescoço da garota, tirando o mesmo alguns segundos depois. — m****, ela ta morta... Não tinha alguém mais forte pra enviar?! — Ele disse quase gritando, ainda com o dedo no ponto.
— Não era uma unidade! Por algum motivo ela não ficou paralisada...
— Como não ficou paralisada? Vocês não deviam paralisar tudo?!—
Ele disse, interrompendo o outro, enquanto observava o ser, que agora olhava para todos os lados a procura do garoto. Sua voz saia com uma mistura de raiva e agonia.
— E você deveria saber diferenciar, não jogue a culpa em nós, droga! — O outro gritou, também com raiva. Suspirou logo depois, passando o polegar e o indicador nos olhos enquanto tentava se acalmar. — Não vai adiantar agora, destrua o vírus rápido antes que algo pior aconteça...
— Certo... — O garoto disse, parecendo mais calmo, embora ainda pensasse “Foi minha culpa�? repetidas vezes.

[Luta completa mais abaixo (Cap. 4.1)]*

Ele saiu de trás da viga, deixando o corpo sem vida da garota no mesmo lugar. Então correu na direção do monstro, pulando ao chegar perto dele e caindo no braço do ser, que agora o olhava com mais ódio. Ele correu se desviando de vários espinhos que saiam da pele do monstro, até conseguir chegar ao ombro do mesmo. Mesmo tendo sido ferido, ele pulou até a altura dos olhos do monstro, que agora o olhavam com fúria. Antes que o ser tivesse tempo de fazer alguma coisa, o garoto girou seu corpo no ar, desferindo um ataque horizontal com a espada, que não chegou a tocar o monstro, mas liberou uma espécie de “luz�? verde, que, ao tocar na cabeça do ser, criou um buraco no lugar onde estavam seus olhos. O garoto, já tendo em pé no ombro do ser novamente, fez mais um golpe vertical, o que gerou a mesma luz esverdeada, embora com um tom mais escuro. A luz passou pela cabeça do monstro, partindo a mesma em duas. O garoto desceu do ombro do gigante, que desapareceu antes de chegar ao chão.
Já no chão, o garoto voltou a por seu dedo no ouvido.


— Pronto... deu mais trabalho do que eu esperava — Ele disse, tentando esconder a dor que a culpa criava. — Mais alguma coisa? — Ele levou a mão ao rosto, limpando o sangue, e depois passou a mão na roupa para limpar a mão.
— Não... Volte para cá agora....
— Certo.

Ele tirou o dedo do ouvido, se virando para o conjunto de vigas. Então, lentamente, começou a andar na direção do mesmo, seu coração batendo mais rápido a cada segundo, até chegar ao corpo da garota. O sangue da garota havia parado de escorrer, mas seu rosto e roupas ainda estavam sujos de sangue. Ele olhou para ela, sem conseguir tirar o pensamento de culpa da cabeça. Então, após alguns segundos observando, ele se abaixou, ficando de frente para a garota, fechou seus olhos e levou seu rosto em direção ao dela, até que seus lábios se tocassem, fazendo com que seu rosto corasse levemente. Logo o corpo dele começou a desaparecer lentamente, enquanto uma luz fraca começou a aparecer na boca e nos olhos dela.
Enquanto isso acontecia, a mesma voz de mulher voltou a cúpula, fazendo com que todos parassem o que faziam para ouvi-la.


— Terminaram?
— Sim.—
O mesmo homem que conversava com o garoto disse com os olhos ainda fixos no monitor.
— Certo. Então arrumem tudo e liberem...
— E a garota?
— Garota?—
Ela repetiu sem muito interesse.
— Sim, o vírus matou uma garota do sistema.
— Algum dano ao programa?
— Não.
— Então sigam o procedimento padrão.
— Ok—
O homem disse, com olhando atentamente os movimentos do garoto que agora se abaixava em frente a garota.

Os olhos e boca de Lily que antes tinham um fraco brilho, agora brilhavam fortemente, fazendo com que fosse impossível ver o rosto dos dois, e o corpo do garoto já estava praticamente transparente. Na cúpula todos digitavam, menos aquele homem e um garoto que estava dois computadores à esquerda, que olhavam fixamente para os dois seres no monitor. Assim que a luz ficou mais forte, o garoto empurrou a cadeira para trás e, olhando para o outro, disse:

— Ele não esta...?! — Sua expressão mostrava certa surpresa e incredulidade.
— Unidade 4670?! — O homem gritou após escrever algumas palavras. Alguns segundos depois repetiu a mesma coisa e, olhando no monitor, pode ver o garoto pondo a mão no ouvido e a levando a um bolso no sobretudo.

Logo depois, uma forte luz envolveu os dois, cegando a todos dentro da cúpula. Quando sumiu, o homem olhou novamente para o monitor, mas teve de esperar alguns segundos para que sua visão voltasse ao normal. Assim que sua visão voltou, ele confirmou o que já esperava: apenas a garota estava lá, sentada no mesmo lugar.

— Parece que a garota voltou, embora seus batimentos e respiração estejam fracos.
— Droga... —
O homem apertou apressada e nervosamente algumas teclas e, após olhar para o monitor, apagou e reescreveu, olhando novamente para o monitor logo depois. Então apertou “Enter�? e esperou.
— O que foi? — A mulher voltou a falar, parecendo nervosa por ser incomodada novamente.
— Fusão. A unidade e a garota se fundiram.
— Como assim? Isso é impossível!—
Ela disse com um leve tom de surpresa na voz, mas ainda calma e fria.
— Sim, eu também achei... mas a garota esta se recuperando aceleradamente.
— E a unidade?
— Não sabemos, eu perdi contato pouco antes da fusão.
— Certo... Bem, não há muito que fazer por enquanto. Arrumem tudo e liberem. Deixem a garota sob observação e continuem tentando contato com a unidade. Me deixem saber de qualquer coisa importante...
— Certo. Todos ao trabalho! —
Ele falou olhando para os outros. Assim que começou a digitar, a voz voltou, fazendo com que ele parasse.
— Só pra saber, qual o registro da garota?
— 4597-905-10-HS...—
Ele aguardou alguma resposta, mas não havendo nenhuma, ele se voltou para o computador e voltou a trabalhar.

Algum tempo se passou e o cenário continuava o mesmo. As garotas continuavam no mesmo lugar, Lily respirava lentamente, de forma que era quase imperceptível o movimento de seu peito. O pássaro também continuava na mesma posição, apesar de toda a confusão. Então, repentinamente, todo o cenário sumiu, restando apenas as pessoas, que podiam ser vistas nas mais diferentes posições e lugares, algumas sentadas no nada como se estivesse lendo jornal, outras como se estivesse tomando banho, ou deitadas no nada, algumas que antes estavam em prédios ou lugares mais altos pareciam voar. Então, Lily sumiu e reapareceu na mesma posição que estava antes de tudo parar. Suas roupas estavam novamente inteiras, os cortes, osso quebrados e outros danos haviam sido “consertados�? e o sangue havia desaparecido de sua roupa e corpo. O cenário voltou ao normal, e logo depois o pássaro voltou a bater suas asas, acelerando ao ouvir o som repentino de algo caindo no chão. Yasmin abriu os olhos e, percebendo que beijava a madeira da cerca, corou e se afastou da mesma, achando que veria o rosto de desaprovação ou raiva da amiga. Mas o que viu foi a garota caída no chão.


— Lily?!— Ela disse confusa, já se abaixando do lado da garota com um olhar confuso e preocupado ao mesmo tempo.

Capítulo 5: Lucas


Lily abriu os olhos, uma leve dor passando pelo seu corpo enquanto ela recobrava a consciência. Ela se sentou, olhando ao redor e tentando puxar da memória o que havia acontecido, lembrando lentamente da ruiva, do monstro, do garoto, dela... morrendo...?!

— Eu... morri?! Onde eu estou? – Ela disse enquanto se levantava, sua voz ecoando.

Ela olhou para baixo, se assustando ao perceber que não havia nada além de escuridão, por todos os lados, a não ser por um ponto branco no chão, envolto por algo que ela mal podia ver. Lily se aproximou, olhando fixamente para o corpo no chão, até perceber que era o garoto que ela havia visto antes.

—Então...ele também morreu?! – ela pensou, ainda andando em direção a ele.

O garoto estava deitado, uma das mãos fechadas e sua katana a alguns centímetros do seu corpo. Seus longos cabelos brancos estavam esparramados em volta de sua cabeça e sua respiração era tão fraca que ela teve dificuldade para ter certeza de que ele estava respirando apenas olhando.

— Mortos respiram? – Ela pensou, checando sua própria respiração.

Ela se abaixou ao lado dele, incerta sobre o que fazer, até que escutou uma voz vindo da mão dele, que permanecia fechada. Abrindo a mão dele, ela pegou um pequeno aparelho preto e o aproximou do ouvido. A voz chamava por alguém chamado Lucas, perguntando se o mesmo estava bem, mas foi o máximo que ela entendeu entre os cortes e chiados. Ela colocou o aparelho no chão e levantou, procurando algo no meio da escuridão. Depois de ver que não havia nada, Lily sentou novamente, suspirando e tentando segurar as lagrimas que surgiam em seus olhos...

— Morta?! — Ela começou a falar consigo mesma enquanto olhava para a palma da própria mão — Mas... eu ainda queria fazer tantas coisas... Eu... Eu não posso morrer agora! Droga! — Lily gritou, já sem conseguir segurar as lagrimas.
— Você não esta morta... não exatamente. — O garoto disse de repente, olhando com pena para o rosto da garota — Nós estamos no “Link”...
— Você esta bem?! — Ela disse enquanto ajudava o garoto a se sentar — Eu estou bem?!
— Já falei que sim... Na verdade eu não tenho certeza, eu nunca fiz isso antes...
— Fez o que? E o que é esse tal de Link?
— Calma, eu vou explicar... Link é o espaço que liga o corpo real ao virtual, entendeu agora?! —
Ele olhou para a garota como se estivesse falando algo totalmente comum.
— Desculpa... Você quer um copo com água pra ajudar o remédio a descer?
— Que remédio? Eu não estou doente!
— Ah, acho que esta sim. Só pode ter algum problema mental! Que história é essa de corpo real e corpo virtual?
— Ah... Desculpa, é o costume... Eu nunca falei com alguém do programa, não depois de ir pro mundo real... —
Ele parou ao ver a expressão de confusão no rosto da garota — Desculpa, eu estou fazendo de novo... Espera! Cadê o meu ponto?! — Ele disse enquanto tateava o chão ao redor.
— Ah, aquilo?! — Lily apontou para o aparelho no chão — Eu tentei escutar alguma coisa, mas só consegui ouvir chiados e algumas palavras perdidas... Você é o Lucas?!
— Sim, sou eu... Espera um pouco... Unidade 4670, alguém esta escutando?
— Lucas? Sou eu, Lucio! Você esta bem? —
O garoto de antes respondeu, olhando para o homem sentado ao seu lado.
— Sim... Eu estou no Link da garota, nós dois estamos bem... Quanto tempo se passou?
— Ahn... Dez minutos no programa... Nós vamos estabilizar o Link dela para que ela volte ao normal.
— Certo... —
Ele tirou o dedo do ouvido e se voltou para a garota — Ok, eles vão estabilizar seu Link e você vai voltar para o programa... Eu vou continuar aqui e quando você tiver voltado ao normal vai parecer que eu estou na sua mente, ou algo assim... O mundo em que você vive é um programa criado por pessoas do mundo real para testar as pessoas e julgar quem está apto a viver em Liberty, a cidade dos puros de coração...
— Lucas? Certo, tudo pronto, podemos estabilizar?
— Espera... Onde ela esta?
— Ahn... Vejamos... Ela esta no mesmo lugar, parece que alguns médicos estão cuidando dela.
— Certo... Olha garota... Você vai voltar pro mesmo lugar que estava antes. Você não pode falar nada do que aconteceu ou do que você viu ou ouviu. Se você tentar falar algo, vão te matar antes que você consiga, entendeu?! —
Ele falou, olhando seriamente para ela.
— Como assim me matar?
— Depois eu explico... Até logo! Pode estabilizar!


Passaram-se alguns segundos e, de repente, uma forte luz apareceu deixando tudo claro. Lily desapareceu, deixando Lucas sozinho na escuridão.

****


— Lily? Ah, você esta bem?! Meu Deus, você quase me matou do coração!

Lily abriu lentamente os olhos, esperando que sua visão se acostumasse à luz. A primeira visão que teve foi a de Yasmim em pé, atrás de um médico, com os olhos cheios de lagrimas. Ela estava em cima de uma maca, dois médicos do seu lado. Podia ouvir o som da sirene de uma ambulância perto dali.
— Calma! Não precisa me levar pro hospital, eu to bem...
— Calma senhora. Nós soubemos que você bateu a cabeça hoje, certo?!
— Sim, mas não tem nada a ver com isso. Acontece que o mundo parou e apareceu um...
— Lily! Eu te falei pra não falar nada, lembra?! —
Lily ouviu a voz de Lucas em sua cabeça.
— Ah, sim...
— Parece que ela esta delirando...
— Não! Eu estou bem, é serio!
— Certo, chega Lily! Você vai pro hospital agora e sem reclamação! —
Yasmin gritou repentinamente. Os médicos olharam para ela assustados fazendo-a ficar envergonhada.
— Ah, que droga... Ta certo.
— Ok, vamos colocar ela na maca e...


Os médicos levaram a garota para a ambulância e a mesma partiu enquanto era observada por um pequeno vulto de cabelos longos, parado em uma torre de transmissão perto dali.

— Certo, agora eu vou te explicar o resto... Mas antes eu tenho que te perguntar... — A voz de Lucas parou, esperando alguns segundos antes de continuar — Você está pronta para ter seu mundo e tudo o que você acredita e conhece destruídos?
— Como assim?
— Como assim o que Lily? —
Yasmin perguntou sem entender a pergunta da amiga.
— Hã? Ah, nada Yasmin, esquece...
— Certo... —
A ruiva olhou para os médicos preocupada com os delírios da amiga — Certo... Ela vive com a irmã em uma casa, e o pai dela aparece raramente... — Ela voltou a responder as perguntas dos médicos enquanto apertava a mão da garota na maca.
— Não precisa falar, apenas pensar... — Lucas disse enquanto se deitava na escuridão.
— Certo... Bem, como assim? — Lily pensou enquanto tentava se convencer de que não estava louca.
— Eu vou te contar a verdade, mas preciso saber se você esta pronta para saber...
— Quais são minhas opções?
— Ou você aceita, ou nós dois morremos...
— Certo, pode falar...
— Certo... Então eu vou te contar a verdade...


Capítulo 6: Verdade.

— Certo... Então eu vou te contar a verdade... Há dois mundos, o real e o virtual, que nós chamamos de “Programa”. O Programa é o mundo onde você vive, um programa de computador criado para simular a vida real com o intuito de separar as pessoas boas das más. As pessoas consideradas boas ficam em Liberty. As que são consideradas “más” vão para Oblivion* e ficam exiladas para impedir que façam algum mal às pessoas boas.
— Como assim?... Você quer dizer que tudo isso... Tudo que eu vivi até hoje... foi mentira?
— Mais ou menos isso... Você realmente viveu isso de certa forma, são memórias reais e as pessoas ao seu redor são reais... Mas... É difícil explicar, desculpe.
— Certo... Eu só acredito nisso tudo por ter uma pessoa na minha cabeça e por ter visto aquele monstro... Bem, nem assim eu acredito na verdade, talvez tenha sido a pancada na cabeça...
— Bem, você vai precisar acreditar...
— Por quê?
— Eu te dei uma nova vida... Isso não significa apenas uma nova chance de viver, mas também uma vida totalmente diferente...
— Como diferente? Tirando a sua voz chata na minha cabeça, eu não sinto nada diferente.
— Sim... Mas agora eu estou preso a você. Eu trabalho limpando o Programa dos Vírus, e agora que você está envolvida nisso, esse trabalho se tornou seu também.
— Você quer dizer que eu vou ter que...
— Sim, você vai ter que aprender a lutar...
— Isso eu já sei, meu avô me ensinou a lutar com espadas. Mas eu vou ter que lutar com aquelas coisas?
— Ahn... Bem, acho que isso já ajuda um pouco, mas provavelmente não é o bastante para lutar com vírus.
— Certo, e o que são esses vírus?
— Como eu disse, o mundo real é dividido em dois: Liberty e Oblivion. Os moradores de Oblivion se revoltaram e arrumaram uma forma de burlar as defesas do Programa. Alguns deles morrem tentando, mas os que conseguem passar pelo processo chegam ao Programa e se tornam Vírus. Os Vírus são classificados de D à S.
— Aquilo mais cedo era um Vírus?
— Sim... Aquele era um classe D, o mais fraco. Eles podem chegar ao programa com deformações, como aquele. Quanto mais longe da forma humana mais fraco é o vírus. Os vírus de classe S são os que conseguem chegar em forma completamente humana e com seus poderes no máximo. Quando eles começaram à entrar no Programa foi criada a Divisão de Proteção dentro da Alpha, a empresa que cuida do Programa. Eu faço parte disso.
— Certo... Mas porque eles entram aqui? Simplesmente para encher o saco de vocês?
— Não é que... Bem, deixa pra outra hora. —
Ele parou de falar quando uma voz começou a chamar por Lily.
— Mana! Você está bem?
— Ah, Mari! Porque você está aqui?
— Eu mandei ligar pra ela...
— Lily, o que aconteceu?
— Nada, eu só bati a cabeça e desmaiei, mas eu estou bem.
— Desculpa, eu devia ter levado ela direto pra casa...
— Calma Yasmin, eu quis ir junto, e eu estou bem, não é pra tanto.
— Bem, parece que não tem nenhum problema com ela —
Um médico disse entrando com um raio x na mão — Não tem nenhuma lesão, está tudo certo com ela... Eu recomendo que ela fique em observação por mais um tempinho, mas se quiserem ir, tudo bem.
— Certo, obrigado doutor... — Lily disse enquanto levantava da cama e saia do quarto, seguida pelas outras duas. Elas saíram do hospital e Yasmin foi para sua casa, deixando as duas na delas antes.
— Você está bem mana? — Mari disse assim que as duas entraram em casa.
— Tô sim, foi só uma batidinha à toa... Não precisa se preocupar tanto comigo, afinal, eu sou a irmã mais velha... — Ela disse enquanto subia as escadas, sendo seguida pela irmã.
— Não parece! Você continua agindo como uma criança...
— Não, eu ajo normal, você que age como adulta.
— Alguém tem que agir!
— Tá bom Mari, eu vou me trocar, licensa... —
Ela fechou a porta do quarto e, assim que ouviu os passos da irmão na escada, se jogou na cama. Ela estava exausta, além de tudo o que tinha acontecido, desde a corrida, a batida na cabeça, até ser morta por aquele monstro, ela ainda não havia conseguido processar tudo o que Lucas havia dito... Lucas, ela havia esquecido dele — Lucas?! — Ela pensou, tentando chamar o garoto.
— Oi... eu estava descansando... Ai... — Ele se levantou com dificuldade, ficando sentado na escuridão. Seu rosto estava pálido e parecia estar cansado.
— Descansando do que?
— Feche os olhos... Tá me vendo? —
Ele continou a falar depois de ouvir a resposta positiva ecoando no local: — Isso não é tão fácil quanto parece... Pra você é, não teve que fazer nada afinal... A energia gasta na fusão veio de mim. Eu vou passar um bom tempo nesse estado...
— Ah, entendo... Bem, desculpa, eu acho. Mas voltando à conversa de antes...
— Lily, o almoço tá pronto!
— Mari gritou da cozinha.
— Já vou! — Ela respondeu com outro grito — Bem, acho que vai ter que ficar pra depois...
— Bem, não necessáriamente... Se você continuar pensando e concentrada para me escutar, a gente pode continuar a conversa...
— Tudo bem então... —
Ela levantou e foi até o guarda roupas, abrindo a porta do meio e pegando uma camiseta e uma calça, os dois velhos. Depois de colocar as duas roupas em cima da cama, ela tirou a camiseta, ficando em frente ao espelho e olhando para seu sutiã branco com florzinhas rosas que havia ganhado de Yasmim à alguns dias... Yasmin... Ela começou a puxar algumas memórias de antes do incidente com o vírus, mas foi interrompida antes de terminar.
— O que você tá fazendo?
— Trocando de roupa... porque?
— Eu posso ver tudo o que você vê... você sabia disso? —
Ele diz, sem tirar os olhos do espelho.
— Você... Ah! — Ela fecha os olhos, esperando que isso funcione — Ainda pode ver?
— Não... — Um tom de decepção ficou perceptivel em sua voz.
— O que eu faço agora? Eu não posso trocar de roupa com os olhos fechados!
— Tá, eu paro de olhar.
— Porque você não fez isso desde o começo?! Idiota!
— Com quem você está gritando, Lily? —
Mari perguntou, estranhando os gritos dentro do quarto.
— Ninguém, Eu já desço! — Ela esperou alguns segundos, até ouvir os passos da garota na escada, e então voltou à pensar — Droga, viu o que você fez?
— Eu não fiz nada, você que saiu gritando feito uma louca... Fala sério, eu devia ter ficado calado, só olhando...
— Você vai sair da minha cabeça um dia?
— Bem, vou...
— Ótimo, quando você sair, eu te pego! Agora para de olhar logo que eu preciso descer...
— Já parei... —
Ele fecha os olhos e fica emburrado.
— É bom que tenha parado mesmo... — Lily diz enquanto tira a calça e troca a roupa.

Mari chega na cozinha com um olhar preocupado e logo pega uma faca e começa a cortar uma tomate.

— Droga, então ela realmente... Eu não queria que ela se envolvesse nisso, mas agora não tem mais o que fazer... — Mari pensa enquanto corta a tomate. Sua falta de atenção faz com que as fatias saiam irregulares, umas mais grossas, outras mais finas ou pela metade. Ela só para de cortar quando a tomate chega ao fim e ela corta o próprio dedo — Ai, droga... — Ela diz, levando o dedo à boca. O corte havia sido profundo e o sangue escorria do mesmo. Ela foi até a pia e começou a lavar o dedo, quando Lily chegou.
— Mari, o que aconteceu? — Lily diz quando vê o sangue descendo com a água.
— Nada, eu só me cortei. — A garota responde com um sorriso.
— Nossa, eu nunca vi você se cortar enquanto faz as coisas... — Ela olha para a tomate cortada em cima da bancada — E você é sempre tão perfeccionista, é estranho ver você fazer algo que não seja perfeito em cada detalhe...
— Não foi nada, eu só me distrai um pouco... Anda, me dá isso, eu tenho que lavar... —
Ela pega as fatias e lava as mesmas, colocando em um prato depois. Então leva-as para a mesa e as duas vão almoçar.

Sentada à mesa e já comendo, Lily volta à conversar com Lucas:

— Bem, sobre o que a gente estava falando mesmo?
— Você ia explicar porque os vírus vem pra cá... —
Ela pensa, tentando parecer normal à irmã.
— Certo... Os vírus têm dois motivos para entrar no Programa. Um deles é puro ódio e vontade de destrui-lo, já que é ele que diz quem é bom e mal, e a maioria deles não concorda com esse veredito. O outro motivo é o poder. Quando eles comem uma pessoa aqui, é como se comessem sua alma e assim absorvem os poderes da pessoa. Além disso, quando eles comem alguém, se abre uma fenda. Dentro dessa fenda tem alguma coisa que pode dar um poder enorme à eles.
— E o que é essa "alguma coisa"?
— Eu não sei... Eles não dizem, apenas os membros dos mais altos escalões sabem disso. Nós apenas sabemos sobre a fenda, já que precisamos impedi-los de abrir uma, e se conseguirem, precisamos impedi-los de entrar nela. Mas eles só dizem a gravidade do que pode acontecer para que nós saíbamos quão importante é impedi-los, nada mais que isso.
— Nossa... Certo... O que mais você pode me explicar?
— Bem... Pra começar, você agora está presa à nós e à nossa luta, isso faz parte do seu destino agora, parte do seu fardo.
— Assim você me assusta...
— Pois é, mas é assim que funciona. Você ganhou um direito, o direito de proteger as pessoas à sua volta.
— Me parece mais como um dever.
— Eu to tentando fazer parecer menos ruim... Se você quer ver assim... Eu vou explicar o que vai acontecer, você tem que estar sempre pronta para lutar, um vírus pode aparecer à qualquer momento. Se nós formos chamados, o Programa vai ser paralizado e apenas nós continuaremos móveis. Se outra pessoa for chamada, nós seremos paralizados também. No primeiro caso, as coordenadas serão dadas e nós vamos até lá, derrotamos o vírus e impedimos que ele pegue alguém. Só isso.
— Simples assim? —
Ela perguntou em tom ironico.
— É, simples assim. — Ele respondeu no mesmo tom — Tá, mas entenda que isso não é brincadeira, você coloca a sua e a vida de todos em perigo durante uma batalha. Se você perder, talvez não seja apenas você que vai morrer, talvez sejam todos. Você não deve pensar nisso como um jogo ou uma brincadeira...
— Certo, eu entendi... Bem, então...
— Lily, tem alguma coisa errada?
— Ahn? Porque Mari?
— Não sei, você está calada, não falou nada durante todo o almoço...
— Ah, não é nada, só não tenho nada pra dizer... Não precisa se preocupar. —
Ela deu um sorriso para a irmã e voltou à comer — Ok, continue...
— Bem, por enquanto eu acho que é isso... A gente precisa de um tempo para treinar, mas por hoje acho que é melhor você descansar... nós dois...
— Certo... Ah, mais uma coisa, você disse que vai sair da minha cabeça um dia...
— Sim, sim. Isso é temporário, é só enquanto eu estou fraco demais pra sair. Logo eu vou poder me transferir para um corpo substituto. O único problema é que, nesse corpo substituto, eu vou ficar vísivel e nós vamos ter que arrumar um jeito de eu ficar aqui... É melhor você começar a pensar em algo logo.
— Como assim? Ai droga, você devia ter me deixado morta...



*: Oblivion, do inglês, significa esquecimento.

Capítulo 7: Sincronização.

O resto do dia se passou sem que os dois conversassem mais sobre qualquer assunto importante. A noite chegou e a lua deitava sua luz sobre o telhado de madeiras inclinadas da casa. Mari já havia se deitado há algum tempo e agora Lily entrava em seu quarto.

— Feche os olhos! — Lily pensou. Suas mãos já estavam na calça, prontas para abaixá-las, quando lembrou-se do que havia acontecido mais cedo.
— Tá bom...

Ela abaixou sua calça e pegou um short curto de tecido bem leve e transparente, branco com pequenas bolinhas de um verde suave como o tom de verde que o mar assumia em alguns pontos. Já colocava a primeira perna quando lembrou que estava com a mesma calcinha desde ontem de manhã, já que havia saído com pressa Pegou então outra calcinha, também velha e desgastada, azul claro e com uma flor no meio de um pequeno laço na frente. Tirou a calcinha, e colocou a outra com os olhos fechados para evitar que, caso Lucas estivesse vendo, visse algo mais que suas roupas de baixo.Já com a outra calcinha, colocou o short por cima, o que não adiantou muito, já que era tão transparente que não escondia nada. Sua pele, molhada de suor, reluzia à luz branca da lâmpada. Ela se jogou na cama, fazendo a mesma balançar como se fosse se quebrar. Começou então a relembrar tudo que havia acontecido nesse dia. Começou com a hora em que acordou e repassou tudo até a hora em que lhe veio à mente o rosto de Yasmin olhando para ela caída no chão da escola. Nesse momento, sua mente pulou todo o resto e foi direto para o momento em que ela abriu os olhos e viu o rosto da garota junto ao seu. Inconscientemente, ela levou o indicador à boca, tocando seus lábios. Seu rosto se enrubesceu súbitamente e seu coração começou à bater mais rápido, aumentando a temperatura do seu corpo e fazendo-a suar ainda mais.

— Lily? — A voz de Lucas tirou-lhe de seus devaneios.
— Ahn? — Ela murmurou, ainda atordoada pela lembrança.
— Você disse que sabe usar uma espada, certo?!
— É... Meu avô me ensinou quando eu era menor... Mas depois que ele morreu, eu acabei deixando a esgrima de lado...
— Bom, e quanto você sabe?
— Não muito... Já esqueci bastante coisa também...
— Não, você nunca esquece como usar uma espada. Pode ficar latente, mas se você levava à sério, quando você tocar em uma espada novamente tudo vai voltar à sua mente.
— Se você diz... Agora eu vou dormir, boa noite! —
Sua voz, por mais que tentasse esconder, tinha uma leve perturbação causada pela súbita lembrança.

Sua mente estava confusa, o que tornava difícil dormir. Seus olhos se perdiam na escuridão do quarto enquanto ela virava de um lado para o outro em baixo do lençol que usava como cobertor por causa do calor. "O que ela estava fazendo? Por quê estava com o rosto tão próximo ao seu?... E por quê tinha levado ela para aquele lugar?" Essas perguntas passavam pela cabeça da garota como um turbilhão. Embora se perguntasse constantemente, a resposta estava clara em sua mente, por mais que ela não aceitasse. Os pensamentos continuaram à atormentá-la até que, depois de mais de uma hora, caiu em um sono pesado.
A luz do sol tomou conta de seu quarto de repente, batendo em seus olhos e obrigando-a a acordar. Quando abriu os olhos viu o pequeno vulto de sua irmã envolto em luz, os braços abertos segurando as duas folhas da janela.


— Você está atrasada de novo... — Mari disse com um leve sorriso. Andou então até a garota que tentava voltar a dormir e puxou-a pelo pulso até derrubá-la da cama com um estrondo.
— Ai! Que droga... Que horas são? — Lily sentou e esfregou os olhos com as costas das mãos.
— Sete horas...
— Ai... Que saco, de novo! — Ela levantou e, correndo, abriu o guarda-roupas e repetiu o processo do dia anterior.

Já eram sete e vinte e nove quando viu novamente ao portão da escola e, mais uma vez, lá estava o zelador, seus olhos maldosos sorrindo no lugar da boca que não conseguia. O sinal tocou e assim que o som chegou aos seus ouvidos, ele começou à empurrar o portão, mesmo com os alunos ainda entrando.

— Ai, não vai dar tempo dessa vez! — Ela pensou, vendo que ainda estava no meio da penúltima quadra. Forçou ao máximo suas pernas e já terminava de atravessar a rua quando o som do cadeado chegou aos seus ouvidos. De repente uma súbita raiva se formou em seu peito e, sem que soubesse como, ela pulou por cima do portão de dois metros de altura e caiu do outro lado dando uma cambalhota e parando com um dos joelhos no chão. Todos os olhos convergiram naquele ponto, inclusive os do zelador que, atônito, olhava para a garota abaixada no meio do pátio.

Sem saber o que fazer, ela levantou de repente e saiu correndo o mais rápido que pôde. Nada de estranho havia acontecido naquela manhã até aquele momento, o que fez com que ela esquecesse totalmente o que aconteceu no dia anterior.

— Belo salto! — A voz de Lucas soou em sua mente, fazendo com que ela se levasse um susto.
— Ai, que droga foi aquilo?! Será que alguém me reconheceu?... Pior ainda, será que o zelador viu minha calcinha? — Ela perguntou enquanto olhava para o espelho do banheiro feminino. A pergunta, por mais ridícula que fosse naquele momento, era coerente, já que o uniforme era constituído por uma camiseta branca com o emblema do colégio no lado esquerdo do peito e uma saia verde pouco acima do joelho. Se o homem tivesse olhado para cima no momento em que ela passou por cima do portão e, consequentemente, por cima dele, provavelmente teria visto o que ela temia tanto. Mas o único jeito de saber era voltar lá e perguntar, e ela não estava nem um pouco interessada em fazer isso.
— Parece que você já descobriu que ficou mais forte...
— Pois é, foi mais ou menos quando eu pulei dois metros de altura e mais de cinco de distância, coisa que eu não fazia até ontem! — Ela disse em tom irônico, obviamente irritada com o garoto por não ter avisado aquilo antes.
— Que bom, uma coisa a menos pra eu explicar. Talvez seja um pouco difícil no começo, mas você vai acabar se acostumando.
— Espero que sim... Droga, o que eu tô fazendo aqui?! O sinal já bateu, a professora vai me matar... — Dizendo isso, ela saiu correndo pelo colégio.

A aula correu de forma normal, a não ser pela voz que de vez em quando falava algo sem importância na sua cabeça e pelo fato de Yasmin não ter aparecido na aula.

— Lily, você tem um tempo agora? — Lucas perguntou enquanto a garota caminhava em direção ao portão do colégio.
— Tempo pra que? — Ela respondeu, olhando para baixo para tentar esconder o rosto com o cabelo.
— Eu disse ontem, agente precisa treinar. Um vírus pode aparecer a qualquer momento... A Alpha não vai me chamar enquanto nós estivermos assim, mas isso é só por enquanto. Eu falei com eles hoje, parece que eu estou ferrado. — Ele disse com um sorriso descontraído.
— Bem, acho que eu posso. Mas é melhor passar em casa antes e almoçar, se não a Mari vai ficar preocupada e eu vou ter que arrumar uma desculpa depois...
— Tudo bem...

Lucas preferiu ficar calado durante o trajeto para casa. Lily precisava estar concentrada para que os dois pudessem conversar normalmente, e isso não é algo muito fácil quando se está atravessando ruas movimentadas e andando por calçadas que se inundavam de pessoas aquele horário. Mesmo em casa ele se manteve calado, já que no dia anterior Mari desconfiou do silêncio da irmã.

— Mari, eu vou sair... — A garota disse enquanto levantava da mesa com o prato na mão.
— Pra onde? — Mari perguntou deixando a faca com que cortava um pedaço de carne e virando a cabeça para olhar a expressão da irmã.
— Eu vou... — Pausa para pensar em uma desculpa — Vou ao shopping ver uma coisa que eu quero comprar...
— Ata... E o que é essa coisa?
— Ah... Uma coisa! Vai me interrogar agora? — Ela respondeu afetando irritação.
— Tudo bem, eu só tava curiosa... Só volte antes do jantar...
— Certo. Tô indo! Tchau! — Ela se aproximou por trás e deu um beijo na bochecha da irmã, como uma forma de pedir desculpas por ter que fingir estar irritada com ela e então saiu.
— Nós precisamos de um lugar grande e vazio.
— Tem uma floresta onde meu avô sempre me levava. Agente pode ir lá, é meio longe, mas eu ainda sei como chegar...
— Deve servir. Vamos para lá então. —
Sua voz estava desanimada, provavelmente por causa do tédio de ficar preso ali sem nada para fazer. As vezes ele conversava com algum operador, mas estes eram muito ocupados e não podiam perder tempo conversando com um garoto entediado.

Lily andou duas quadras e parou em um ponto de ônibus onde, depois de alguns minutos, pegou um ônibus. Depois de dez ou quinze minutos balançando dentro do ônibus, ela desceu. Estava em uma área da cidade que lembrava uma cidade de interior, casas pequenas, paredes coloridas e pessoas conversando por cima do muro. As ruas de paralelepípedo estavam quase vazias com apenas alguns carros encostados aqui e ali. Uma ladeira se estendia à pouca distância dela e, no fim da mesma, uma grade de ferro impedia a passagem.

— É ali! Meu avô sempre me trazia aqui... A gente treinava em uma clareira lá na frente, uma área bem deserta. Difícilmente alguém passa por lá. — Lily disse para Lucas enquanto descia a ladeira. Chegando à cerca, ela se abaixou e levantou uma parte solta da mesma, passando por baixo e entrando no mato. Andou por mais de quinhentos metros, até que chegou a uma parte da floresta onde as àrvores se tornavam esparsas, formando uma grande clareira de grama verde e flores amarelas e brancas — Chegamos! Eu lembro que algumas vezes nós tomamos café da manhã e almoçamos aqui, treinando o dia todo.
— Bem, é melhor começar logo, daqui a pouco fica tarde e agente tem que voltar. Você tem certeza que ninguém vem aqui?
— Tenho... Quer dizer, antigamente não aparecia ninguém...
— Espero que continue não aparecendo. Vamos começar então!
— Certo, o que eu tenho que fazer?
— Primeiro, você tem que aprender a criar uma espada.
— Certo...
— No mundo real, cada pessoa pode usar um tipo de elemento: fogo, água, vento e terra. Esse elemento é definido aleatóriamente quando a pessoa nasce. Quando vêm para o Programa, esses poderes são suprimidos e por isso vocês aqui não podem usá-lo. Isso é feito para que se possa análisar as pessoas nas piores situações, já que com esses poderes tudo se tornaria mais fácil... Eu, particularmente, acho que isso torna o Programa mais falho. Quando chegam em Liberty e se deparam com seus poderes, alguns se corrompem e acabam se perdendo... De qualquer forma, esses são os quatro elementos. Além desses há mais dois elementos: Luz e escuridão. Mas esses dois são muito raros e dificilmente se manifestam em alguém.
— E como eu sei qual o meu elemento?
— Você não sabe... Não agora. Como nós dois estamos ligados, você vai usar o meu poder.
— Sei... Como funciona esse negócio de ligação?
— Bem... Depois eu te explico isso. Agora, vamos nos concentrar em criar uma espada. Não vai ser muito difícil, já que a maior parte vai sobrar pra mim. Para começar, nós temos que fazer com que o meu poder flua nos dois corpos. Para isso, nós temos que estar totalmente sincronizados, se não eu não vou conseguir te passar nada.
— Ok, então o que eu faço?
— Para começar, sente.
— Tá... Bem, se for só ficar sentada vai ser bem fácil. —
Ela disse em tom de deboche enquanto sentava-se na grama com as pernas cruzadas.
— Não, não é só ficar sentada... Agora eu quero que você feche seus olhos, limpe sua mente e se concentre apenas em mim. — Seus olhos fecharam-se enquanto ele falava, já sentado sobre as duas pernas dobradas — Respire no mesmo ritmo que eu... Isso... Agora, se desligue de todo o resto e se concentre apenas em mim... — O som de sua respiração compassada se perdia na escuridão. Ao mesmo tempo em que se concentrava em se sincronizar com Lily ele tinha de se concentrar em fazer seu próprio poder fluir dentro de seu corpo.

Os dois continuaram assim por um bom tempo, mas o resultado não chegava a ser satisfatório. Lucas reclamava constantemente porque Lily não conseguia se concentrar apenas naquilo e sempre perdia o ritmo. Conforme o tempo passava, os dois se irritavam e ficava cada vez mais difícil de manter a concentração.

— Espera, droga! Vamos, de novo. Um, dois, três... — Lily dizia, tentando sincronizar sua respiração à dele. Uma hora já havia se passado e os melhor que os dois conseguiram foi se manter sincronizados por um minuto.
— Droga, isso não tá dando certo... Olha, nós temos que nos concentrar mais, assim não vai dar nunca. — Ele disse, desistindo mais uma vez ao ver que não estava dando certo — Você está ficando muito dispersa.
— Eu sei, mas não é fácil, tá bom! Você já tá acostumado com isso, mas pra mim é difícil, droga! — Lily respondeu, já irritada com as reclamações do garoto e com a própria incapacidade.
— Eu sei que não é fácil! Mas nós mal conseguimos ficar um minuto sincronizados, imagine uma batalha inteira! Eu disse que a Alpha vai evitar nos chamar por enquanto, mas isso não significa para sempre... Uma hora eles vão precisar nos chamar e nós precisamos estar prontos... E isso pode acontecer a qualquer hora!
— Tá bom, então para de perder tempo me dando bronca e vamos treinar mais...
— Certo... —
Ele já voltava a se concentrar quando Lily começou a falar novamente.
— Já sei!
— Sabe o que?
— Quando eu treinava com meu avô, nós passavámos algum tempo meditando. Eu sempre tive problemas pra me concentrar, então um dia ele me disse: " Vamos cantar!... É, cantar! Nós dois cantamos uma música e isso vai te ajudar a se concentrar" E assim eu conseguia me concentrar apenas na música... Talvez se a gente fizer isso...
— É... Até é uma boa idéia, mas que música?
— Não sei... Você conhece alguma música daqui?
— Algumas... Mas não muitas.
— Certo, então me diz uma!
— Ahn... —
Ele passou algum tempo pensando, tentando recordar-se de alguma música que ele conhecesse bem — Tem uma que eu escutei faz pouco tempo e eu gostei bastante... Acho que o nome era "Eduardo e Mônica*".
— Ah, sei! Eu conheço sim... Então, pode ser essa!.
— Certo, então vamos tentar de novo... Um, dois, três e... "E quem um dia irá dizer..."


Os dois começaram a cantar. Nenhuma das vozes era muito afinada, mas também não eram insuportáveis. Agora com a música a sincronia dos dois melhorava aos poucos. Algum tempo e muita cantoria depois, Lucas parou de cantar de repente e disse:

— Pronto, acho que por enquanto está bom... Na verdade ainda não está nem perto de bom, mas já dá pra começar.
— Então, o que agente faz agora?
— Agora que nós conseguimos fazer o poder fluir, você precisa dar forma à ele. Essa parte é com você, eu não posso ajudar muito.
— Sei, sei. Preguiçoso!
— Bem, pra começar, vamos nos sincronizar novamente. —
Ele continou, fingindo não ter escutado a brincadeira — Depois que nós conseguirmos, você deve criar uma espada na sua mente. Mais ou menos assim... Olhe aqui. — Assim que disse isso, com um movimento de mão, ele criou a imagem da espada e do lado a da bainha que ele carregava antes de fazer a fusão com Lily. A imagem parecia ser feita de uma fumaça verde fosforescente que se desprendia da imagem e subia, desparecendo na escuridão.
— Entendi... — A garota respondeu, escondendo a surpresa pelo que viu.
— Certo, vamos lá então.

Dessa vez a sincronia aconteceu mais rápido. Os dois cantavam no mesmo tom e ritmo, quase sem errar. Assim que conseguiram se sincronizar, Lily começou a criar a imagem em sua mente e logo uma leve névoa começou a aparecer em cima de suas pernas cruzadas. A névoa verde e sem forma era quase imperceptível e nem de longe lembrava uma espada, mas já era um começo. O tempo continuava a passar e o sol já se aproximava do horizonte.

— Melhorou agora? — Ela perguntou, olhando para uma bainha preta com um risco vermelho no meio e uma espada de cabo totalmente preto. A imagem ainda era um pouco disforme, a espada agora era bem mais firme e vísivel. A lâmina era a parte mais imperfeita, com algumas ondulações e partes menos firmes.
— É... Mas a lâmina ainda está bem ruim... Precisa ser mais afiada e mais firme. Você não vai conseguir cortar nem uma folha de papel com isso...
— Ai, que droga... —
Ela passou as costas da mão na testa e viu que suava muito. Apesar de estar sentada durante todo esse tempo, tinha que fazer um grande esforço para se concentrar e criar a espada.
— Bem, acho que por hoje chega. Amanhã agente tenta mais...
— E porque nós tivemos que vir aqui? Eu podia ter feito isso tudo no meu quarto, era só trancar a porta. — Enquanto dizia isso ela fez com que a espada desaparecesse.
— Eu pensei que a gente ia ter mais progresso hoje... Mas tudo bem, amanhã agente continua no seu quarto mesmo...

Ela levantou e seguiu para a floresta novamente.
Na cúpula, as luzes vermelhas piscavam em sinal de alerta novamente e a correria recomeçava.


*: "Eduardo e Mônica" é uma música da antiga banda punk de Brasilía "Legião Urbana". Quem quiser ver a letra, pode procurar no site Vagalume ou Letras.terra, um dos dois deve ter.

Capítulo 4.1: Garoto(?) x Vírus classe D.*

[Garoto] *Sai de trás da viga e corre em direção ao monstro segurando a espada com as duas mãos no lado direito do corpo, fazendo com que a ponta da mesma se arraste pelo chão e levante a poeira. Assim que chega a alguns metros do gigantesco ser pula e some, reaparecendo no braço do monstro.*

[Vírus] *Olha para o garoto, agora com os olhos cheios de raiva.*
— Grrrruaaaaaarrr (rugido).
*Começa a fazer com que espinhos de pedra de vários tamanhos, mas geralmente finos, saiam de seu braço na intenção de que os espinhos atinjam o garoto.*

[Garoto] *Corre sobre o braço do monstro, desviando dos espinhos que aparecem por todos os lados. Esta cansado e ofegante e por isso prefere correr normalmente. Ao chegar a alguns metros do ombro do ser, um espinho bem mais grosso que os outros aparece na sua frente. Ele tenta parar, mas ainda assim o espinho sobe colado a ele fazendo com que ele caia de costas no braço do vírus, com vários ferimentos no peito e rosto e roupas rasgadas.*

[Vírus] *Se mantém na mesma posição, deixando o outro braço e o resto do corpo parados enquanto faz com que os espinhos subam de sua pele. Observa atentamente o garoto, parecendo cada vez mais nervoso a cada passo que o mesmo da, e continua assim mesmo depois que o garoto cai.*

[Garoto] *Sente um movimento em sua nuca e rapidamente faz com que saia de suas mãos um pequeno jato de ar, fazendo com que ele se levante bem a tempo de desviar de um novo espinho fino que subia. Então, sem pensar duas vezes, começa a correr novamente, deixando leves pegadas de sangue enquanto corre e se desvia dos espinhos que o monstro continua a criar para impedi-lo.*

[Vírus] *Se irrita mais ainda ao ver o garoto se levantar e correr e começa a chacoalhar o braço na intenção de fazer com que o garoto caia do mesmo.*

[Garoto] *Continua a correr com a espada empunhada, até que o monstro começa a chacoalha o braço, fazendo com que ele suba alguns centímetros do chão. Mas assim que se solta do braço do ser, enfia a espada no braço do mesmo e se segura firmemente a ela, impedindo que caísse.*

[Vírus] *Percebendo que o garoto não iria cair, para de chacoalhar o braço e leva a outra mão ao braço onde o garoto estava, tentando esmaga-lo com a enorme mão.*

[Garoto] *Antes de cair no braço do monstro novamente, percebe a mão dele vindo em sua direção e usa o cabo da espada como eixo para girar, caindo de frente para a espada e já puxando a mesma e dando um impulso para trás. Cai sentado pouco antes da enorme mão cair a alguns centímetros a sua frente. Se levanta já virando para o outro lado e volta a correr.*
— Droga, você ta me irritando.
*Desviando de mais alguns espinhos, ele chega ao ombro do monstro, olhando para a cabeça do mesmo*

[Vírus]
Olha para o lado e solta um rugido, tentando usar o ar deslocado pelo mesmo para derrubar o garoto.*

[Garoto] *Pula assim que o monstro solta o rugido. Antes que o ar o empurre, gira o corpo no ar com a espada na horizontal na frente de seu corpo, o que faz com que uma luz verde-claro na forma do corte saia da katana e vá em direção a boca do monstro, cortando o ar e atingindo a boca do ser, que estava aberta, o que fez com que o corte da boca aumentasse, indo de um lado ao outro da cabeça.

[b][Vírus]
*Solta um grito de dor assim que sua boca é cortada*

[b][Garoto]
*Já novamente em pé no ombro do monstro, faz um corte vertical, fazendo com que a mesma luz verde, embora em um tom mais escuro, se deslocasse em direção a cabeça do monstro. A luz atravessou a cabeça do ser, que se partiu em duas. O garoto pulou assim que o monstro começou a cair, enquanto o mesmo desapareceu lentamente, sumindo antes de chegar ao chão*



Continua...

Este post foi editado por Ryushin_Dark: 21 April 2010 - 11:37 AM

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Postou 19 February 2009 - 05:37 PM

Capítulo 2 finalmente postado.
Desculpa pela demora povo, não to podendo entrar muito, escrevi o cap. inteiro no meu caderno ^_^'
6 páginas e meia do caderno a menos, mas fiz o cap, é o que importa /o/
Bem, ta ai o porque de eu ter dividido em blocos, capitulos enormes ^_^'
Infelizmente não consegui diminuir esse cap., eu poderia ter cortado na parte em que as duas quase se beijam, mas ai ficaria parecendo uma novela até eu postar o outro cap, precisava de um pouco de ação, mesmo que bem pouco...
Demorei pra terminar esse, uma semana +/- escrevendo entre uma aula e outra e no intervalo, mas ta ai, espero que tenha ficado bom... ^_^'
Bem, é isso...
Até mais povo o/

Este post foi editado por Ryushin_Dark: 19 February 2009 - 05:42 PM

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Postou 21 February 2009 - 02:45 PM

Fico legal ^^ parabéns RAIRAIRIAIRAIRIAIRIARIA
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#8 Membro offline   Drakon 

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Postou 21 February 2009 - 11:59 PM

Não tinha visto
cara MUITO FODA
continue
parabens
adorei demais
me add

gugutadiotto@hotmail.com

se tiver pronto mais algum cap poste POSTE PPPOOOOSSTTTSSS
Yu-Yo Yu-Yo

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#9 Membro offline   puchu =3 

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Postou 22 February 2009 - 12:38 AM

=O

to assustada @__@
futuro escritor detect

vc escreve muitoooooo bem... não pode esconder o seu talento não parabens *-*

assim sua escrita é envolvente li do começo ao fim com todos detalhes
sauashhuasas eu até ri na hora do sangue na cabeça dela xD
~~lembrei tipica cena de anime q jorra o sangue de machucados ASUHSA

a pate que elas quase se beijam ..nossa foda.D;
ée vc poderia ter parado ali *-------* e continuado no proximo capitulo
claro se vc fosse um autor das TREVAS x.x
mas nossa um monstro..who.. me lembrou um pouko de blood + *----------*
quem diria q era um monstro qq

quero ver o proximo \o/ go go go

legal..sua fic me inspirou continuar as fics que escrevo tb *-*!!

enfim adorey adorey..vc já tem uma fã weeeeeeeeeeeeeeee
music
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Do alto da pedra
Eu busco impulso pra saltar
Mais alto que antes
Bem mais que tudo eu quero ir
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Igual a tudo que se vê...
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#10 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 23 February 2009 - 07:16 PM

Hoho, não esperava por essas duas ultimas ^_^'
fico feliz que tenham gostado tanto ._.'
Não to com muito tempo pra responder, mas agradeço pelo apoio dos três o/
Espero que eu continue fazendo a shana vibraaaaarrrrr um trabalho digno de admiração...
Bem, to com parte do terceiro cap. no caderno, mais uns intervalos de aula, algumas folhas de caderno e umas horas usando o pc da minha prima e eu posto ele...
Também tem outra fic que já ta no 5º cap e que eu quero postar, é só tirar de um fórum e passar pro outro, mas não sei quando vou conseguir fazer isso ^_^'
Também fico feliz por saber que estou sendo inspiração pra outros escritores ^_^'
Anyway, obrigado pelos coments mais uma vez, e até mais o/
Sayo minna o/

@Edit:

obs.: Shana, pra quem não sabe, é a goleira de sei lá que seleção de Futsal (se eu não me engano). Teve um jogo narrado pelo tiu falcão galvão, onde ele diz após uma defesa dela a seguinte frase: "E a Shana vibrrraaaaaa!" ou então "A Shana sentiu, deu uma dor ali na coxa" e por ai vai... ^_^'

Este post foi editado por Ryushin_Dark: 23 February 2009 - 07:23 PM

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#11 Membro offline   Goldier 

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Postou 24 February 2009 - 10:03 PM

Muito bom mesmo, a descrição das pessoas está boa, o//
Sóó ficou muito grande para ler, parei umas dez vezes ><
Mas em geral, muito bom, =D
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#12 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 25 February 2009 - 01:05 PM

Cap. 3 postado o/
Cap. bem pequeno pra compensar...
Bem, acho que logo eu posto o 4 e a outra fic, vou aproveitar que ela já ta no 5 e postar os caps devagar pra não ter que escrever ela por um tempo...
Também planejo comçar a escrever uma fic pequena de terror, então vou ficar meio ocupado = X
Bem, espero que o cap tenha ficado bom ^_^'
Ah sim, realmente o cap ficou enorme goldier, mas como já expliquei, ficou desse tamanho porque eu não queria deixar os dois primeiro caps sem nenhuma ação, ia ficar parecendo uma novela >.<"

Anyway, ta ai o cap, espero que gostem e blá blá blá, fui o/
Té mais.
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#13 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 23 March 2009 - 09:29 AM

— Olá povo /o/
*Olho ao redor e vejo que não tem ninguém*
— Droga ¬¬

Mas tudo bem, espero que dessa vez o numero de leitores se mutiplique... 0x0=0... aumente ._.'
Bem, o cap. demorou pra caramba, mas saiu. É igual parto normal, demora mas uma hora sai (ou quando tu vai no banheiro mandar um fax atrasado = X).
Ahn... Ah sim, alguns detalhes nesse capítulo...
1. Ele ficou grande, eu sei, 5,5 paginas a menos do meu caderno -.-'
2. Lembram do post de organização? Não?!... é, eu jpa esperava que ninguém tivesse percebido... mas 1 post acima da fic tem um pequeno post, deem uma olhada lá... Pronto, agora, não sei se vocês perceberam, mas tem dois asteriscos no meio da fic. São obsrvações, primeira observação da fic ^_^'
3. Sobre a observação:
Aquela capítulo com o nome em verde é uma luta. Eu decidi fazer assim pra não estender mais o capítulo... Tem gente que não tem tempo ou que não gosta muito de ficar lendo lutas, então eu coloquei um resumo da luta na fic, e a luta completa em um subcap..
O subcap. ta em formato diferente da fic normal também, acho que assim fica melhor pra escrever luta, ficou meio no estilo das ações no RPG...
Mas se não gostarem da idéia, eu coloco normal mesmo, não tem problema ^_^'

Bem, é isso, espero que gostem do cap., e que não durmam antes de terminar de ler ._.'
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Postou 23 March 2009 - 03:40 PM

Não tinha visto essa fic ainda, curti MUITO cara, achei a estória bem interessante e os personagens legais, embora comuns.
Só que tipo, pelos primeiros caps eu não achei muito Ecchi não, achei mais uma junção de comédia + shounem + Sci.Fic. Acho que ecchi foi mais só pela parte das garotas né?

Você tem talento cara, no aguardo pra ver a continuação.

Este post foi editado por Medrik: 23 March 2009 - 03:41 PM

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#15 Membro offline   Drakon 

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Postou 06 April 2009 - 07:06 AM

so li até o cap 3

fiquei meio desaparecido da área de Designer por isso num vim comenta

bem,cara parabens
espero que vc continue mesmo
ainda hj leio o cap 4 (estou indo pra escola agora D: . Quando volta eu leio o cap 4 e edito)

Gostei bastante mesmo que o 3 tenha sido meio curto
CONTINUE PLZ

depois me da um altografo ;*

e CONTINUE!!!
Yu-Yo Yu-Yo

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#16 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 02 July 2009 - 04:25 PM

povo, mil desculpas por não postar ou dar as caras esse temp otodo
to sem net -.-'
totalmente sem net, e ta dificil de ir em lan por aqui...
então devo ficar mais um tempo sem postar
talvez eu escreva em casa e venha na lan postar, vou tentar, mas não garanto que posto nem tão cedo...
agradeço aos coments ^_^
obrigado pelas criticas e etc...
bem, até mais...
espero que possa continuar logo a fic ( pretendo sim continua-la, pra sei lá quem que me pergunto por pm xD)

Falouzes o/
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Postou 16 December 2009 - 03:55 PM

Certo, eu resolvi continuar ela agora mesmo...
Então acabei de postar o capítulo 5 ^_^
Bem pequeno, sem lutas, mas começa a cadeia de explicações que continua no próximo capítulo.
Eu resolvi continuar porque... Nem sei porque xD
Mas eu quero continua essa história, o fim dela, na minha opinião, é bem legal, e eu quero ver se só eu que acho isso ._.'
Ainda vai levar um tempo pra chegar no fim, mas tudo bem xD
Também continuo com as Short Fics, pelo menos até terminar as três que estou postando agora.
Talvez continue com outras depois ou pare, mas pelo menos vou termina-las ^_^'

Bem, espero que o capítulo esteja bom, apesar de meio enrolativo. Mas naruto, bleach e várias outras histórias também enrolam um monte e todo mundo gosta, então acho que não tem problema ^_^"
Té mais, falouzes o/
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Postou 10 March 2010 - 03:52 PM

Capítulo 6 postado há um bom tempo, mas esqueci de avisar =X xDD

Agora tá avisado ^_^'
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#19 Membro offline   Drakon 

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Postou 10 March 2010 - 07:33 PM

Eu li agora tudo novamente,e realmente gostei demais...continua com uma otima qualidade como tambem uma trama bastante involvente...me da um autografo? /o/
Yu-Yo Yu-Yo

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#20 Membro offline   Ryushin_Dark 

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Postou 17 March 2010 - 03:58 PM

xDDD
Valeu ^_^'
Não acho que esteja tão bom assim ._.'
Mas obrigado pelo entusiasmo, fico feliz que tenha um fã por aqui ^_^'
Antes um bom fã que vários leitores do tipo "tô sem nada pra fazer, vou ler isso aqui pra passar o tempo" xD
Ok, vou mandar por e mail, pera ae o/ XDD
Terminei Double Sword e acho que semana que vem já apareço com história nova ^_^
Valeu pelo comento, e até a próxima o/
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